Não é que eu tenha enrolado. Até estava ocupada fazendo umas coisinhas…
Daí teve feriado e pronto. Deixei para digitar hoje um projeto para um evento. Estou começando bem, né? Ora, não dizem que são os jornalistas que deixam todo o trabalho para cima da hora?
NÃO SOU ADEPTA A DEIXAR TUDO PARA CIMA DA HORA, que fique dito. Mas nem sempre se consegue o que quer. E, dessa vez, tive que enviar no dia marcado como último para envio do dito projeto.
Pois bem. Cheguei a casa, tomei um banho e fui produzir o bendito projeto. Ligo o notebook na mesa do quarto. Afinal, não queria barulho de nenhum forró vindo do fone de ouvido do meu irmão. Queria muito me concentrar para não “varar pela noite” com a produção do projeto, como diz mainha. E, então, quando começo a organizar algumas fotos, que havia tirado no dia anterior no Parque Senador Jefferson Péres com a família, em uma pasta para limpar a área de trabalho…
“COMO ASSIM NÃO TEMOS INTERNET?”
Vou imediatamente saber o que meu querido irmão fez com o cabo da internet que provavelmente está desconectado do roteador:
- “Eu acho muito engraçado tu pegar o cabo da internet e colocar só pra ti” ¬¬
Ele responde:
- “Se você quer saber, estamos sem internet desde cedo”
E eu repito:
“COMO ASSIM NÃO TEMOS INTERNET?”
É impressionante, não é? Estamos tão acostumados com a presença previsível das maravilhosas facilidades que a internet nos proporciona que nos esquecemos que há pouco não a sequer conhecíamos. Há dois anos assinamos a internet a cabo aqui em casa e a vida sem internet tem se tornado desastrosa, pelo menos para mim.
Confesso que AMO internet e todas as informações que dispomos dela. É inegável a importância que internet começou a ter depois que os grandes meios de comunicação acordaram para o fato de que ter portais de notícias na web era a tendência. Além de notícias, digamos, oficiais, não podemos desconsiderar também o grande amplificador de voz que a internet, principalmente através de blogs, tem proporcionado para muitos de nós, inclusive eu aqui através desse blog contando para vocês minha saga do dia a dia… Hehe. Por isso, fico tão fascinada por internet. Afinal, sempre há algo interessante para ler ou pesquisar.
Às vezes passamos do limite no número de horas diárias conectados na internet. Isso me fez não acessar a internet por alguns dias que, posso falar, considerei muito proveitoso. A vida após a internet é maravilhosa, devo dizer. A questão é: de todas as vezes que eu me recordo ter me libertado (bem viciada..haha) da combinação internet + computador SEMPRE havia alguma coisa que eu deveria ter visto antes, como eu teria visto caso eu tivesse acessado como costumeiramente… ¬¬ Seja e-mail importante de alguma reunião do projeto de extensão ao qual participo, seja recado sobre mudança de data de reunião para algum trabalho da faculdade… Enfim, algo que eu saberia tranquilamente SE eu tivesse acessado antes.
Tudo isso é só para ilustrar como nós contamos com a internet para darmos desenvolvimento a nossos trabalhos. A internet, algo que não estava presente em nossas vidas há mais de 7 anos e agora não nos acostumamos sem. Esse debate sobre a dependência na chamada parafernália tecnologia é impressionante mas é antiga. Afinal, quem não se lembra dos noticiários mostrarem estudiosos falando do comportamento humano em relação ao celular?
Da mesma forma que somos com os celulares, diga-se de passagem que até há pouco tempo atrás se contentava com o telefone residencial e pronto, nos comportamos com a internet. Essa necessidade de estar conectado com o outro ao lado, ou com o mundo, e a sensação de que estamos perdendo algo se não se está online é uma realidade. Isso vem evoluindo de tal forma que um dos “brinquedinhos tecnológicos” mais interessantes atualmente é o tipo de celular que além de agregar tudo o que os outros já possuem (rádio, mp3, e-book, câmera, Bluetooth…) dispõem de televisão, que ainda é o meio de comunicação de maior alcance, e internet.
Quer dizer:
Você não vive sem o seu celular?
Você tem ataques quando a sua internet falha?
Que tal experimentar o celular que já tem internet?
Afinal, duas das necessidades básicas contemporâneas estão sendo atendidas: falar e conectar.
E, sim. Eu disse necessidades básicas.
Ou você vai me dizer que nunca ligou o computador para acessar os e-mails antes de tomar o café da manhã? Ou ainda deixou de almoçar para atender aquela ligação importantíssima do trabalho?
Eu sei que é exagero chamar de necessidade básica. Mas será que não está na hora de repensarmos nossa relação com esse tipo de tecnologia?
Isso tudo deveria nos assustar, mas não nos assusta!





