Entradas do Setembro 2009
Através do vidro embaçado pela umidade da chuva vejo as folhas latifoliadas amazônicas agradecendo pela água que veio para saciar a sede.
Assim como folhas latifoliadas das árvores amazônicas, o amazonense agradece pela brisa, desta vez refrescante, que, agora, vem acompanhada de água do tipo pluvial.
Nota-se isso pela expressão dos cidadãos. Estão mais calmos, criativos e dispostos independentemente do cansaço do cotidiano.
Acostumados a reclamar do calor típico, que faz os termômetros da cidade medirem, no mínimo, 35ºC, os contribuintes agora desfrutam desse tempo que lembra o frio e desejam que isso tudo continue.
No restante do país é início de primavera. Aqui, cogita-se a possibilidade da outra estação local: o verão chuvoso. A primeira chama-se apenas verão.
Há cinco anos convivendo com nativos amazoneses, é possível compreeender a diferença que a temperatura pode oferecer a uma sociedade.
Chama-se de olhar climatologicamente amazonense.
É bem provável que seja isso o que as folhas verdes latifoliadas insistem em transmitir a mim através do vidro embaçado pela torrencial chuva de hoje.
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Neste momento, é difícil não externar todo o processo anti-didático que eu e a maioria dos estudantes no Brasil estamos inseridos.
Digamos, a pedagogia do ensino nos permite indagar que não é simples o ofício de ensinar.
Os noticiários insistem em mostrar os níveis de qualidade educacionais em deferentes localidades do país, do pré-escolar ao ensino superior. Nesse último, que recebe mais investimento oriundo do governo brasileiro, é um questionamento a respeito.
Não basta ler e explicar o texto que o estudante leu em casa ou equivalente.
O que se observa nas universidade brasileiras são professores apaixonados pelos respectivos objetos de estudo, mas com pouca capacidade de transmitir esse encanto para os que se encontram sentados a esperar pela reflexão estimulada pelo diálogo estudante – professor.
Essa característica é dominante e, quando, “como num passe de mágica”, aparece algum professor que está disposto a te mostrar como o conhecimento pode ser adquirido de maneira prazerosa e instigante, há espanto e surpresa inicial.
Talvez, por isso, a denominação autodidata tenha se encaixado tão bem aos acadêmicos nos últimos tempos.
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Etiquetado: conhecimento
Alguns exageram e continuam num sonho desenfreado e desencorajado de possível realização.
Enfrentam os problemas e passam a crer que, assim como aconteceu com o vizinho, o sonho é uma perda de tempo. Algo impossível de ser realizado. É o tipo de pessoa que nem, ao menos, se deu a oportunidade de tentar e matou a felicidade que se tem ao sonhar.
Já outros, põem o sonho como meta na vida. Um norte, um caminho em direção ao qual possa se guiar e caminhar. Algo que faça valer a pena e que seja preciso lutar para conseguir. Mas, é importante lembrar, algo paupável. Em outras palavras, algo que possa ser realizado apesar de difícil.
O sonho é o grande impulsionador da vontade que, por sua vez, impulsiona as ações em busca das realizações. Assim, o mundo a sua volta é uma realização que foi fruto de ações que foram impulsionadas pela vontade causada pelo sonho de alguém que um dia se deixou sonhar.
Categorias: Reflexões
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A aquisição de conhecimento é diretamente proporcional ao nível de criticidade do indivíduo. Ou, pelo meno, deveria ser. Ao passo que você vai acrescentando experiências na famosa bagagem da vida, o risco de se tornar uma pessoa chata e intransigente, na visão das pessoas ao seu redor, é maior. De forma que o número de críticas tuas, que inclusive são embasadas, possam ser interpretadas como simples reclamação dispensável. Poucos compreenderão.
Categorias: Reflexões
Etiquetado: reflexão
Existem textos que só devem ser escritos in loco. Quando a inspiração bate a porta, não dá para esperar ela insistir. Às vezes, isso não ocorre.
Os detalhes metonímios transportam o escritor ao plano das idéias, parafraseando Platão. E esse tipo de fenômeno não possui a mesma intensidade em momentos posteriores.
O risco de perder o foco e diminuir a criatividade é grande.
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Você estuda mídias. Você aprende e continua aprendendo sobre mídias. Você conhece um pouco mais sobre mídias do que a taxa normal da maioria das pessoas. Você consegue ver muitas iniciativas de desenvolvimento que trazem benefícios para a sociedade vindas das mídias. Você percebe mazelas nas mídias. Você indentifica a causa de muitos problemas existentes na sociedade. Você têm acesso às ferramentas que pode mudar toda essa situação. Você tenta mudar o mundo com seus atos. Você conhece a frase: “É preciso cultivar alguns tipos de relacionamentos. Eles podem vir a ser fontes importantíssimos”. Você aprende a se conter. Você começa a manter as opiniões para os mais próximos.
O tempo vai passando.
Você sabe como críticar as mídias.
Mas agora você trabalha na mídia.
Você É parte integrante da mídia.
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Etiquetado: aprender
Dentre as coisas mais importantes que você não deveria fazer pelo próprio bem está se fechar para novas idéias.
É incrível como esse mal afeta os mais novos e os mais velhos. Os negros e os brancos. Os humildes e os esnobes. Os instruídos e os desprovidos do conhecimento científico.
Isso também significa fechar-se para as possíveis futuras fontes.
É interessante que esse post pode ser adaptado para as mais variadas áreas da vida. Cabe facilmente no âmbito da política, religião, relacionamento, economia, lazer…Assim, como cabe perfeitamente como uma agulhada para você e para mim.
Isso pode ser diretamente resumido para: liberte-se de todos os seus preconceitos. Os seus próprios preconceitos, os preconceitos vindos das pessoas com quem convive desde criança, os preconceitos vindos das pessoas com quem convive a menos tempo. Isso não significa dizer que vais perder seus príncipios, mas sim que vais respeitar o fato de a verdade não ser absoluta, isto é, você não a tem, assim como eu.
Enfim, liberte-se. E respire produtivamente melhor.
Categorias: Nobre e Simples
Etiquetado: evolução
Cá estou eu.
Presa na cadeira.
A porta está aberta e tenho liberdade para sair. Mas estou limitada pela subjetividade das regras sociais.
Não quero mas devo.
E se aqui eu não quizer estar?
E que te disse que há essa possibilidade?
O que você chama de liberdade deveria ter outra denominação.
Categorias: Reflexões
Etiquetado: divagações
Muitas pessoas se descrevem ativas. Aliás, o mercado, a sociedade, pede isso.
E muitas pessoas se descrevem como passivos.
Essa passividade – acomodação é, ao meu ver, predominante.
Nas escolas, faculdades, ambientes de trabalho…o que se vê é o silêncio. Silêncio de tudo.
Silêncio de reação. Silêncio de iniciativa. Silêncio de reflexão. Silêncio de discussão. Silêncio de diálogo. Silêncio de criatividade. Silêncio de disciplina. Silêncio de crítica. Silêncio de ação. Silêncio de imaginação. Silêncio de interdisciplinaridade. Silêncio de produção intelectual. Silêncio de manifestos. Silêncio de diferencial.
Talvez, isso a que chamamos de silêncio tem mais de barulho do que um antigo pregão na bolsa de valores de Nova York. Mas que, infelismente, está engavetado.
Até quando?
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Etiquetado: sociedade
A nobreza de um alma só é medida através das atitudes provenientes dela.
Pe. Fábio de Melo.
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Etiquetado: Pensamento